A geolocalização, o smartphone e o marketing hiperlocal

O smartphone e o marketing hiperlocal

Em média, checamos nosso celular aproximadamente 220 vezes por dia, 1500 vezes por semana. Com quase 2,1 bilhões de smartphones espalhados pelo mundo, não é de se espantar que muitas empresas queiram atrair a atenção dos consumidores através de campanhas mobile com segmentação geográfica, marketing hiperlocal e personalização de conteúdo.

Inicialmente, esse tipo de segmentação era feita com auxílio do próprio usuário: algumas lojas incentivavam os clientes a dar “check in” em troca de ofertas e descontos especiais. Com o passar do tempo, novos negócios — como o Uber e o Tinder  — foram desenhados inteiramente sob o conceito de geolocalização e marketing hiperlocal, mesmo com a resistência dos usuários em compartilhar essas informações.

Em 2013, clientes de uma rede americana chamada Nordstrom foram surpreendidos ao saber que o Wi-Fi oferecido no interior das lojas contava também com um serviço de monitoramento que coletava dados dos aparelhos dos clientes. Em Londres, a startup Renew, que fabrica latas de lixo de alta tecnologia, foi notificada pelo governo do Reino Unido para interromper o rastreamento geográfico dos seus produtos e clientes. Esses e outros casos serviram como exemplo para que, aos poucos, as empresas adotassem o costume de sempre anunciar sua presença e fornecer ao usuário uma opção simples de inativação do serviço.

Marketing hiperlocal no centro das atenções

Por mais polêmico que o assunto possa ser, os consumidores estão cada vez mais confortáveis com os serviços que contam com essa funcionalidade e os comerciantes mais conscientes sobre serem menos invasivos e mais transparentes. A recompensa, de acordo com a Local Search Associationé que o marketing hiperlocal duplica o desempenho de campanhas de e-mail e busca paga, dado evidenciado pelas altas taxas de click para anúncios feitos em campanhas mobile.

Muitas marcas estão substituindo as campanhas de marketing nacionais por campanhas locais cross-channel, através de push notifications (para apps), e-mails e mensagens de texto com target próximo às suas lojas físicas. A rede Starbucks é um bom exemplo disso: nos Estados Unidos, o aplicativo da marca conta com uma funcionalidade que notifica o usuário sempre que ele está a um raio de alguns metros de uma loja, avisando-o de que em algum lugar, ali perto, há uma cafeteria.

Marketing hiperlocal: o aplicativo da rede Starbucks avisa os usuários quando uma loja está próxima.

O aplicativo da rede Starbucks avisa os usuários quando uma loja está próxima.

Esse tipo de interação aumenta o engajamento do usuário e constrói uma relação de lealdade entre cliente e marca, possibilitando que qualquer empresa, de qualquer ramo, trabalhe campanhas com target geográfico extremamente segmentado.

O que podemos esperar do marketing hiperlocal

A boa notícia é que este mercado ainda tem muito espaço para crescer, graças à mudança da mentalidade do consumidor e aos avanços tecnológicos na área de marketing digital. Diferente do que acreditávamos antigamente, muitos de nós, hoje, fornecemos nossa localização intencionalmente para receber push notifications e mensagens de texto com cupons, ofertas ou pontos de fidelidade.

É importante observar que, à medida que mais pessoas adotam o uso de smartphones, o valor de segmentação de geolocalização só tende a aumentar. De acordo com a Pew Research Center2 em cada 3 usuários de celular possuem um smartphone e mais de 3/4 desses usuários acessam conteúdo local pelo celular, em comparação com 14% dos não-usuários de smartphones.

A cada dia, mais e mais empresas entram nesse mercado, utilizando-se de ferramentas como essa para os mais diferentes objetivos, e a pressão para implementar tecnologia de marketing que tem como alvo os consumidores em um nível hiperlocal só aumenta, afinal de contas o lugar que uma pessoa está pode ser uma boa indicação do que ela quer. As empresas que abraçarem essa ideia e aproveitarem todas as vantagens que essas informações podem oferecer, terão uma enorme vantagem competitiva no mercado em que atuam.

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Mobile

Graduada em Engenharia Mecânica, encantou-se por tecnologia e a aplicação da matemática voltada para o marketing à primeira vista. Na Rocket Internet, onde atuou como CMO, mostrou por A mais B o potencial dos números aplicado ao marketing, tornando-se rapidamente uma das profissionais mais cotadas no grupo, onde com frequência colocava marmanjos para chorar utilizando apenas uma planilha de Excel. Nas horas vagas, Juliana dedica seu tempo ao empreendedorismo, fotografia e viagens.

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