Mídias sociais ou mídias responsivas?

Mídias sociais ou mídias responsivas?

As mídias sociais são como uma comódite: servem como uma ferramenta efetiva para os profissionais de marketing e são um dos pilares que sustentam a publicidade atualmente, já que ultrapassa os investimentos de marketing em mídia televisiva. Ainda assim, elas sofrem de uma falha que pode ser fatal – e que pode ser facilmente contornada.

O problema é que “social” é um termo já ultrapassado, e o marketing que vemos no Facebook, Instagram, Twitter, Pinterest, Snapchat e outras plataformas precisam de um nome mais apropriado. “Social” limita o que os profissionais de marketing podem extrair das campanhas pois limita a capacidade de desenhar e planejar. Já é hora de pensarmos em tudo isso como marketing “responsivo”.

As mídias sociais foram construídas com conexões entre clientes (amigos, familiares) e estranhos digitais conectados entre si através de uma única plataforma. O objetivo inicial das marcas pode ter sido se conectar com essas pessoas, mas essa época já passou. Hoje, elas devem ter foco em engajar os clientes, respondendo a tendências e audiências do mundo real e fazendo com que eles interajam com seu conteúdo de maneira responsiva.

Novas plataformas já foram chamadas de redes sociais pois não havia nenhum precedente para esse nível de interação, seja ela online ou offline. Entretanto, esses canais de propaganda já estão saturados desse termo, da mesma maneira que uma criança se cansa de um apelido ao longo do tempo. Depois de um tempo, ele se torna até um pouco negativo, e é exatamente esse o problema que o termo “social” enfrenta agora.

Estas são algumas das mais poderosas ferramentas à disposição de um anunciante, mas eles são considerados insubstancial. “Social” soa como um sorvete social. “Responsivo” é imediato e remete a tempo real. Uma única palavra traduz um dos processos mais sofisticados no marketing digital, enquanto a outra soa mais como se fosse um marketing para adolescentes. Essas plataformas não podem ser eficazes se os profissionais de marketing a tratarem como algo de segunda linha.

Outro grande problema com o rótulo “social” é que ele generaliza plataformas muito diferentes. Qualquer profissional que quiser utilizar o mesmo anúncio no Twitter e no Instagram será visto com maus olhos, mas planejar as campanhas em conjunto é algo ok?

Essas duas plataformas normalmente competem por investimento, enquanto na verdade elas deveriam ser analisadas como um conjunto, competindo contra outros tipos de mídia. A imprensa adora colocar o Google contra o Facebook e o Twitter, mas na verdade essas plataformas estão no mesmo time. Cada uma tem uma proposta de valor diferente, e profissionais de marketing inteligentes devem saber utilizar as vantagens que cada uma oferece para que elas, em conjunto, ajudem a aumentar os resultados da empresa.

Ao mudar nosso ponto de visão e encarar essas ferramentas de outra maneira, estamos na verdade mudando a maneira que as agências e as marcas pensam e gerenciam suas campanhas. A maneira que os usuários respondem em cada uma delas deve guiar o criativo utilizado nos anúncios. Outros canais de marketing estão avançando e nos próximos anos veremos algumas dessas plataformas desaparecerem aos poucos, à medida que os anunciantes evoluem a estratégia para alocar o budget disponível. Chame do que quiser, mas “social” é o primeiro nome a sumir.

Mídias Sociais

Graduado em Ciência da Computação, começou a atuar na área de marketing e tecnologia aos 13 anos, quando criou seu primeiro site que, meses depois, bateu a marca dos 50 mais visitados do Brasil. Aos 17, fundou sua primeira empresa, a Bookess, considerada meses depois umas das 10 melhores editoras virtuais do mundo. Na Rocket Internet, trabalhou na expansão de iniciativas tupiniquins e gringas. Hoje, com mais de 10 anos de experiência, já programa de olhos fechados, fala como um publicitário e é apaixonado por empreendedorismo.

Simple Share Buttons
Simple Share Buttons