A Inteligência Artificial (AI) continuará sendo a bola da vez em 2018

A Inteligência Artificial (AI) continuará sendo a bola da vez em 2018

A Inteligência Artificial é uma realidade presente na vida de todo o mundo hoje em dia. O conceito de AI está diretamente relacionado à capacidade das máquinas de pensar como os seres humanos e, dessa forma, conseguir interpretar, aprender, raciocinar, decidir e perceber as coisas de maneira inteligente.

A Inteligência Artificial começou a ser estudada no início da Segunda Guerra Mundial, porém durante muitas décadas se manteve restrita à alguns modelos teóricos e, principalmente, à imaginação das pessoas que eram aficionadas por histórias de ficção científica.

Nos últimos anos, a Inteligência Artificial tem recebido a importância que merece e chegou ao seu pleno desenvolvimento, embora ainda haja muito espaço para expandir.

Os avanços nessa área costumam provocar reações de polarização na maior parte das pessoas. Alguns sentem ansiedade e medo diante das possibilidades trazidas pelos robôs, enquanto outros acreditam que, no futuro, os seres humanos serão libertados do trabalho mundano e os desafios mundiais serão resolvidos pelas máquinas.

O fato é que estamos entrando em um grande ciclo de transformações em quase todos os setores. Enquanto a mídia dá atenção crescente e status à Inteligência Artificial, as interações entre consumidores e marcas são silenciosamente preparadas para a previsível mudança que ocorrerá nos próximos anos, através de soluções de marketing construídas com base em recursos de Inteligência Artificial.

Mudanças à vista

Uma pesquisa recente feita pela Demandbase mostra que 80% dos líderes de marketing mundiais apostam que a Inteligência Artificial irá revolucionar o setor nos próximos dois anos. As principais multinacionais já estão investindo pesado em Inteligência Artificial e a grande pergunta é: por que agora?

A resposta é , além de fácil, um pouco complexa. O volume de dados que é disponibilizado através dos dispositivos móveis, da Internet das Coisas (IoT) e até mesmo por fontes públicas de informações já ultrapassou, e muito, a capacidade humana de processar, gerar insights e, principalmente, impulsionar ações. E isso só tende a aumentar.

Ao mesmo tempo, os consumidores entram na onda da Inteligência Artificial e, sem nem perceber, se beneficiam das comodidades criadas por ela: cada vez mais esperamos interações fluidas e contextuais com as marcas.

Enquanto as grandes empresas mundiais estejam à frente desse pensamento disruptivo de Inteligência Artificial, as indústrias tradicionais também se veem obrigadas a se render à tecnologia para manter a competitividade em relação a outras empresas, que já ameaçam conquistar grandes fatias do mercado.

Inteligência Artificial no mundo dos negócios

Os empresários já perceberam a importância de investir em soluções de Inteligência Artificial para o crescimento corporativo. De acordo com algumas pesquisas, mais da metade dos empresários consideram a Inteligência Artificial como prioridade para o ano de 2018, e entre os recursos disponíveis um dos mais citados é a interface de voz, para alcançar melhorias na experiência geral do cliente.

Um dos grandes exemplos da integração da Inteligência Artificial nas empresas e, como consequência, na vida das pessoas é um recente anúncio do Facebook, feito em dezembro de 2017. Utilizando a tecnologia de reconhecimento de face, já conhecida por nós nas sugestões de marcações em fotos, o Facebook está agora permitindo que um usuário localize imagens em que ele apareça, mesmo que ele não tenham sido marcado na foto.

Essa tecnologia poderá ser utilizada para detectar quando outra pessoa tenta utilizar sua imagem como perfil, por exemplo, ou apenas para alertar um usuário de que alguém publicou uma foto com a sua imagem. Outra utilização importantíssima dessa tecnologia é voltada para deficientes visuais, que agora poderão saber quem aparece nas fotos, mesmo que não haja marcações.

Inteligência artificial para reconhecimento automático de face pelo Facebook.

E o e-mail marketing, como fica?

Ao contrário das previsões realizadas nos últimos anos, que diziam ser 2018 o ano do fim do e-mail marketing, o que vemos é a evolução desse canal com o uso de IA. As marcas começam, agora, a realmente enxergar todo o potencial existente neste canal com o uso de Inteligência Artificial para personalizar e melhorar a experiência dos clientes.

É importante frisar que o sucesso contínuo do e-mail marketing dependerá sempre da habilidade do empresário para manter a relevância da sua comunicação com os clientes, já que ele que deve se preocupar mais com a experiência e em como o produto se enquadra no estilo de vida deles.

A tendência ainda é o investimento em estratégias e tecnologia de comportamento sofisticadas, que sejam capazes de criar histórias emocionantes que envolvam seus produtos ou serviços. Além disso, as experiências personalizadas também continuam em alta e a aprendizagem das máquinas terá um papel essencial no crescimento do e-mail marketing.

Com as informações inferidas da Inteligência Artificial, as equipes criativas tornarão os e-mails muito mais persuasivos e personalizáveis, mais receptivos e mais relevantes para cada cliente. Responder a eventos em tempo real e desenvolver novas experiências serão estratégias facilmente escaláveis.

Máquinas x Seres Humanos

Embora haja muita preocupação em torno da automação do trabalho, vemos também um grande aumento da criatividade e da inovação. Isso acontece justamente porque empresários e cientistas, que antes se viam sobrecarregados de tarefas repetitivas, agora estão se libertando do trabalho manual e se permitindo criar regras de segmentação mais complexas.

Podemos esperar um grande aumento criativo em relação às marcas ao longo dos próximos dois anos, devido à mudança de foco da tecnologia de marketing para as principais soluções em Inteligência Artificial.  E essa mudança resultará, principalmente, em melhores experiências de compras e de relacionamentos interpessoais.

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Tecnologia

Graduado em Ciência da Computação, começou a atuar na área de marketing e tecnologia aos 13 anos, quando criou seu primeiro site que, meses depois, bateu a marca dos 50 mais visitados do Brasil. Aos 17, fundou sua primeira empresa, a Bookess, considerada meses depois umas das 10 melhores editoras virtuais do mundo. Na Rocket Internet, trabalhou na expansão de iniciativas tupiniquins e gringas. Hoje, com mais de 10 anos de experiência, já programa de olhos fechados, fala como um publicitário e é apaixonado por empreendedorismo.

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