Como criar uma equipe de marketing com os profissionais ideais

Como criar uma equipe de marketing com os profissionais ideais

Os dados são o grande poder por trás de cada empresa bem-sucedida. Eles são o combustível que alimenta as ideias e ajuda as marcas a alcançar o tão desejado crescimento contínuo. Mas sua empresa precisa de uma equipe de marketing bem estruturada para analisar os dados e mantê-los atualizados.

Todos os dias, mais empresários percebem a necessidade de escolher uma estratégia de dados para compreender a audiência do negócio e extrair insights que não estão ao alcance dos seus olhos. Isso explica porque grande parte das empresas procuram montar equipes de marketing com profissionais experientes em dados. Mas qual a melhor maneira de fazer isso?

Modelos organizacionais

A princípio existem três modelos organizacionais para construir suas equipes de marketing orientadas a dados.

1. Centro de excelência

Neste modelo existe um especialista central, um profissional experiente que dirige a equipe, estabelecendo e documentando todas as diretrizes do processo. Esse modelo exige que o profissional ou a equipe tenha alta eficiência e alto desempenho, pois ele não só irá cuidar das necessidades avançadas de dados, como também se envolverá com outras questões multidisciplinares.

O modelo de centro de excelência é muito utilizado em grandes empresas que possuem mais de um escritório ou departamentos e precisam de equipes locais. O risco deste modelo, porém, aparece quando as equipes locais se distanciam das centrais e ganham muita autonomia, se a comunicação não for bem trabalhada.

2. Equipe distribuída

Neste modelo a empresa incorpora analistas dentro de equipes, divisões ou locais individuais em toda a empresa. Assim, os analistas poderem adquirir conhecimento específico das prioridades e dos processos de toda a empresa.

Essa estrutura permite que cada equipe seja mais flexível, execute testes e faça turnos táticos conforme seja necessário. A alta gerência pode permanecer focada em metas e estratégias globais sem ficar sobrecarregada com a quantidade de dados das gerenciais intermediários.

A principal desvantagem desse modelo, porém, é que os  profissionais podem perder o contato com o resto da empresa se não houver uma estratégia de comunicação integrada e clara.

3. Hub and Spoke

Este modelo combina as melhores partes dos modelos anteriores, mas é indicado para empresas que têm orçamento e infraestrutura necessários para apoiá-lo.

Neste modelo há um ponto central de contato e analistas incorporados à equipe. A equipe central estabelece as diretrizes, ferramentas e processos a serem utilizados e os analistas, dentro de cada setor ou divisão, implementam e retornam os resultados para a equipe principal.

Esse modelo incentiva a coordenação entre divisões e o gerenciamento, ao mesmo tempo que capacita as equipes locais para inovar, explorar e assumir riscos.

Para encontrar a estrutura ideal para sua empresa você terá que pensar sobre fatores como orçamento, geografia, tamanho da empresa e cultura organizacional. Seja qual for o modelo escolhido, a criação de uma equipe de marketing alimentada por dados inicia com a fragmentação que permite o acesso a essas informações.

Todas as pessoas integrantes da equipe devem ter conhecimento de dados e estar aptas para colocar insights em prática para que a equipe possa avançar.

Como encontrar talentos

Um dos maiores desafios de trabalhar com análise de dados de marketing digital é encontrar talentos. A maior parte do que fazemos no dia a dia não é ensinado nas universidades e os padrões de credenciamento geralmente são bem baixos, então a maioria das certificações não tem muita autoridade.

As empresas sentem enorme dificuldade em encontrar esses talentos e muitas vezes acabam recorrendo a extrair talentos das fontes mais próximas. Em um mercado com escassez de talentos, isso pode não funcionar muito bem.

Então, como é possível encontrar talentos em uma rede mais ampla, sem comprometer a qualidade dos candidatos de uma seleção? Alguns especialistas reuniram dicas:

Não se preocupe com o uso das ferramentas

Em muitas empresas, a contratação de novos profissionais se reduziu ao nível de conhecimento de algumas ferramentas do mercado. Isso é um erro, já que a usabilidade de algumas delas é algo extremamente fácil de ensinar e que, provavelmente, você terá que fazer de qualquer maneira para garantir que o contratado atinja o nível ideal de conhecimento.

Se você não está desesperado por um candidato, outras características podem ser mais importantes do que apenas o conhecimento sobre determinadas ferramentas muito utilizadas.

Concentre-se nas habilidades

Em uma entrevista pode ser mais importante perceber se o candidato está bem preparado, se é confiante quando fala, se consegue responder de maneira concisa e relevante às perguntas e se oferece respostas construtivas.

Essas observações podem mostrar muitas habilidades importantes. Se o candidato não se preparou bem para a entrevista, o que garante que ele fará isso para uma reunião importante com o vice-presidente da empresa? Se ele não demostrar confiança na entrevista, como será na frente de um cliente?

Nenhum conhecimento em ferramentas pode substituir esses avisos evidentes. E, além disso, é preciso se concentrar na capacidade do candidato para o pensamento crítico.

Avalie o conhecimento na prática

Falar é fácil, ainda mais em uma entrevista de emprego. A melhor maneira de descobrir se o candidato realmente sabe o que está prometendo é avaliá-lo na prática.

Para isso você pode apresentar uma situação que já tenha acontecido com você mesmo ou na empresa e pedir que ele diga como resolveria. Os melhores candidatos podem até não saber como resolver a questão da melhor forma possível, já que para isso certamente precisariam de mais informações, mas conseguirão identificar as informações essenciais e saberão explicar porque tal informação é importante.

Profissionais de Marketing

Graduado em Ciência da Computação, começou a atuar na área de marketing e tecnologia aos 13 anos, quando criou seu primeiro site que, meses depois, bateu a marca dos 50 mais visitados do Brasil. Aos 17, fundou sua primeira empresa, a Bookess, considerada meses depois umas das 10 melhores editoras virtuais do mundo. Na Rocket Internet, trabalhou na expansão de iniciativas tupiniquins e gringas. Hoje, com mais de 10 anos de experiência, já programa de olhos fechados, fala como um publicitário e é apaixonado por empreendedorismo.

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