10 maneiras de medir o engajamento em apps mobile

10 maneiras de medir o engajamento em apps mobile

Por definição, o engajamento do usuário é exatamente o que o nome sugere. Para que um aplicativo funcione bem, os usuários devem entender sua principal proposta de valor para então continuar a utilizá-lo repetidamente, até que ele se torne parte essencial da vida deles.

Acompanhar e medir o nível de engajamento te faz entender o quão bom seu produto é, mas nenhuma empresa define o engajamento da mesma maneira. O Facebook mede o engajamento em termos de likes e compartilhamentos; um e-commerce pode medi-lo em termos de transações ou número de pageviews; uma empresa de jogos para smartphone pode olhar para o tempo que os usuários estão conectados e jogando.

Não existe métrica melhor ou pior quando se fala em engajamento. Saber qual é o principal valor do seu aplicativo te fará saber qual a melhor métrica para você. Entretanto, existem algumas maneiras básicas de se analisar o assunto, conforme listamos a seguir:

1. Usuários ativos

Esse é um bom número para te dar uma noção do crescimento do seu aplicativo, mas não é o suficiente para medir o engajamento sozinho. E claro, antes de mais nada você deve definir o que é um usuário ativo para o seu app.

2. Duração da sessão

É a medida do tempo entre a primeira e a última atividades que um usuário faz no seu app. Os desenvolvedores geralmente configuram um tempo de timeout para indicar o fim da sessão quando um usuário fica inativo por muito tempo. Você pode avaliar a melhoria de algumas funcionalidades de acordo com a variação que essa alteração provocou no tempo de sessão. Em combinação com a frequência diária de utilização – número de sessões que um usuário tem em um dia – os desenvolvedores conseguem identificar os “heavy users” que gastam mais tempo no app e analisar seus comportamentos para melhorar a experiência dos usuários menos engajados

3. Intervalo entre sessões

Indica o tempo entre duas sessões consecutivas. Isso te mostra o quão rapidamente (ou não) os usuários estão voltando para o seu aplicativo, assim como o quão dependente dele os usuários são. Entretanto, se atente à característica do seu app: aplicativos de redes sociais, por exemplo, têm como características sessões mais curtas e mais frequentes.

4. Tempo no app

Uma combinação de duração e frequência de sessão, o tempo no app te mostra por quanto tempo os usuários estão no seu app diariamente, semanalmente ou mensalmente.

5. Ações de usuário por sessão

Mede as principais ações dos usuários em cada sessão. Qual a parcela de novos usuários que completam essas ações? Quantas vezes elas acontecem entre o começo e o final da sessão? Foque nessas métricas para avaliar como esse número muda à medida que seu produto evolui e saiba se ele está evoluindo na direção certa.

6. Stickiness

Quantos dias por semana um usuário faz alguma ação crítica no seu app? Essa métrica permite te dizer quais atividades estão trazendo o usuário de volta para o seu aplicativo, assim você saberá quais funcionalidades ou quais etapas do seu fluxo são essenciais para o engajamento.

7. Retenção

Qual a porcentagem dos usuários que volta a utilizar seu aplicativo nos primeiros 7, 30, 60 ou 90 dias? Retenção e stickiness andam lado a lado e te ajudam a entender o quão viciado o usuário está no seu app, mas olhar apenas para esses números não será tão útil quanto analisá-lo em conjunto com outros. Ao analisar o comportamento desses com maior taxa de retenção e dos que não retornam, você pode fazer mudanças significativas para oferecer o que os usuários procuram mais rapidamente.

8. Conversão

A taxa de conversão descreve a porcentagem dos seus usuários que atingem um determinado objetivo (ou conjunto de objetivos). Ao definir uma sequência de eventos e um funil de conversão, com cálculo das taxas de conversão em cada etapa, você pode apontar exatamente qual delas está fazendo seu usuário abandonar o processo, por exemplo. Trabalhe essas etapas e você verá resultados significativos no engajamento dos usuários.

9. Churn

Pode ser descrito como o oposto da retenção, ou seja, é a porcentagem de usuários que fecham o aplicativo e nunca mais voltam. Você pode reduzir o churn analisando qual etapa do funil faz seus usuários não converterem e abandonarem o site. Além disso, vale a pena olhar para as características e os comportamentos dos grupos de cohort que retornam e aqueles que nunca mais voltam.

10. Lifetime value

No final das contas, a monetização é uma das principais métricas para a maioria dos apps. O lifetime value mede a receita acumulada de um cohort de usuários por toda sua vida ativa – as frequências mais comuns são 30, 60, 90 e 180 dias. O cálculo do LTV é mais comumente calculado com de toda a base de clientes, mas calcular essa métrica apenas para os usuários que utilizam o serviço pago pode ser muito útil também.

 

Cada uma dessas métricas requer investigação e muita análise, entretanto, como mencionado anteriormente, as marcas não devem medir todas elas nem somente uma delas. Quanto mais informações você tiver, mais certeza de qual o valor do seu app você terá.

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Graduada em Engenharia Mecânica, encantou-se por tecnologia e a aplicação da matemática voltada para o marketing à primeira vista. Na Rocket Internet, onde atuou como CMO, mostrou por A mais B o potencial dos números aplicado ao marketing, tornando-se rapidamente uma das profissionais mais cotadas no grupo, onde com frequência colocava marmanjos para chorar utilizando apenas uma planilha de Excel. Nas horas vagas, Juliana dedica seu tempo ao empreendedorismo, fotografia e viagens.

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